O governo de Macau mantém a posição de que as manifestações representam riscos para a segurança da China, mesmo meses após o cancelamento de um protesto do Dia do Trabalhador em maio.
“As manifestações podem trazer conflitos à sociedade e à segurança do Estado”, afirmou Wong Sio Chak, secretário para a Segurança.
Apesar de o grupo Poder Popular ter cancelado o protesto, alegando “pressão da polícia”, as autoridades negam qualquer coação e dizem que o cancelamento foi voluntário.
Desde o fim das restrições da pandemia, os protestos têm sido cada vez mais raros em Macau, com o governo reiterando que respeita o direito de manifestação, desde que não afete a estabilidade social.
A ONU já criticou as restrições a protestos em Macau, que levanta preocupações sobre a liberdade de expressão e o direito à manifestação na região semiautónoma.