A Câmara de Comércio e Indústria dos Países de Língua Portuguesa na Grande Baía de Guangdong, Hong Kong e Macau é a primeira associação que pretende reunir empresas de todos os mercados lusófonos, afirmou o presidente da associação, Rodrigo Brum, à agência Lusa.
O objetivo do organismo com sede em Macau é ajudar as empresas dos países de língua portuguesa a ultrapassar os obstáculos no acesso ao mercado chinês, como a falta de conhecimento da legislação, a barreira linguística ou as dificuldades de exportação.
Brum defende uma atuação conjunta e coordenada dos países como forma de potenciar as oportunidades de negócios com a China.
Depois do estabelecimento do Fórum de Macau, do qual Brum foi secretário-geral adjunto, a Câmara de Comércio e Indústria dos Países de Língua Portuguesa na Grande Baía de Guangdong procura “ganhar a massa crítica para ser ouvida junto das autoridades” da Área que engloba cerca de 70 milhões de habitantes e supera os 1,3 mil milhões de euros de Produto Interno Bruto.
Em 2023, as exportações dos países de língua portuguesa para a China atingiram 136,1 mil milhões de euros, sendo o Brasil o maior parceiro lusófono (82,2%), seguido por Angola (10,4%).