O Governo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) realizou um ensaio interdepartamental de ataque e defesa em cibersegurança, com o objetivo de reforçar a proteção dos sistemas públicos e melhorar a capacidade de resposta perante diferentes ameaças digitais. O exercício decorreu durante cinco dias e envolveu vários serviços públicos.
Organizado pela Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública (SAFP), o ensaio abrangeu sistemas considerados essenciais, incluindo a Conta Única de Macau, a Plataforma para Empresas e Associações, o Portal do Governo e sistemas centrais de vários serviços. Foram simulados ciberataques num ambiente próximo das condições reais, abrangendo áreas como a saúde, economia, segurança social, transportes e bem-estar da população.
O exercício seguiu o modelo da denominada «Operação Huwang», testando não só as capacidades técnicas de defesa, mas também os procedimentos de gestão e os mecanismos de coordenação em situações de emergência. Equipas especializadas assumiram o papel de «equipa vermelha», responsável pelos ataques simulados, enquanto as equipas técnicas dos serviços públicos atuaram como «equipa azul», monitorizando os sistemas e respondendo às ameaças.
A inteligência artificial foi igualmente utilizada para apoiar a análise de comportamentos anómalos, permitindo aumentar a rapidez e a precisão na identificação de potenciais ameaças. Após a conclusão do exercício, foram reunidas observações técnicas e propostas de melhoria para serem integradas nos planos de reforço da cibersegurança dos serviços participantes.
Segundo o subdirector da SAFP, Chan Chi Kin, o Governo pretende realizar estes exercícios de forma sistemática e alargá-los progressivamente a mais serviços públicos.