A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, no passado domingo (21), em Kampala, no Uganda, pediu ao Grupo dos 77 + China que acelerasse a implementação da agenda 2030.
Moçambique defende uma nova ordem mundial mais justa como resposta à complexidade e atual dinâmica das relações internacionais.
No seu discurso, na cimeira do G77 + China, Verónica Macamo, entende que apesar dos desafios de natureza económica que afetam a maioria dos países do sul, cabe ainda aos membros da organização, solucionar os problemas e formar uma comunidade capaz de abrir uma nova era para o desenvolvimento comum.
Ainda, reafirmou que Moçambique continua a defender o multi-lateralismo, e pediu uma reforma profunda sobre a arquitetura financeira internacional bem como o tratamento racional da dívida externa cada vez mais crescente nos países em desenvolvimento.
A chefe da diplomacia moçambicana, que falava na Cimeira em representação do Presidente da Republica Filipe Nyusi, apontou os obstáculos que “minam” o avanço rápido do G77 + China.
O referido Grupo é uma coligação de nações em desenvolvimento, que visa promover os interesses económicos coletivos dos seus membros e criar uma maior capacidade de negociação conjunta da Organização das Nações Unidas.
A República de Cuba que vinha liderando o grupo, passou a presidência rotativa da organização para o Presidente do Uganda Yoweri Museven.
Esta cimeira contou com a presença do Secretário Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) António Guterres.
Aurélio Sambo – Correspondente