Os Deficientes Visuais residentes na cidade da Beira, província de Sofala, já retomaram as aulas, depois da reabertura do Instituto de Deficientes Visuais (IDV), paralisado durante quatro anos. Esta quarta-feira, a Diretora do IDV da Beira, Edna Nguilaze referiu, na cerimónia de abertura, que há condições para prosseguir as atividades com vista a garantir o acesso ao ensino das pessoas com deficiência visual.
Edna Nguilaze avançou que, para este ano, 100 estudantes já estão matriculados no ensino primário completo, reabilitação e ensino secundário. Estão ainda disponíveis 19 professores. Ainda neste ano, 33 estudantes do ensino superior terão acompanhamento técnico através daquele estabelecimento de ensino, criado em 1969 pelo cidadão luso-goês, Assis Milton.
O ato de abertura foi testemunhado pela Secretária de Estado na província de Sofala, Cecília Francisco Chamutota. No seu discurso, a governante expressou gratidão aos parceiros que tornaram possível a reabertura do IDV da cidade da Beira. Cecília Chamutota afirmou que o governo está comprometido em materializar um ambiente educativo, inclusivo e de qualidade para todos os alunos com deficiência visual.
Assis Milton Ovídio Rodrigues foi o fundador do Instituto que leva o seu nome na Beira, em 22 de julho de 1969, com objetivo de prestar apoio aos deficientes visuais, como era o seu caso, para educação, reabilitação e formação profissional. Em Portugal, fundou a Associação Promotora do Emprego para Deficientes Visuais, em 1980. Falecido em 20 de março de 2006, Assis Milton foi o autor do livro “Estrela do meu Céu Escuro”.