A população da vila de Mocímboa da Praia, na província de Cabo Delgado, abandonou nesta quinta-feira (11) uma reunião convocada pelo administrador local, Sérgio Cipriano. A situação resultou num embaraço quase total e na desvalorização das acções das Forças de Defesa e Segurança (FDS).
Durante o episódio, também foram deixados para trás agentes das forças de defesa e segurança, que foram acusados pelos presentes de serem os próprios terroristas (Al-Shabab).
Em vários vídeos gravados com telemóveis no local, é possível ouvir os residentes a exigirem a retirada dos membros das forças moçambicanas, manifestando preferência pela presença exclusiva das forças ruandesas.
O incidente forçou o adiamento da reunião pública, cuja nova data ainda não foi anunciada. A E-Global apurou que, no mesmo dia, realizou-se uma reunião restrita entre lideranças locais. A pauta principal foi a situação de segurança no distrito de Mocímboa da Praia, contando com a participação de representantes das forças ruandesas e moçambicanas.
A tensão ocorre cinco dias após um ataque terrorista registado num dos bairros de Mocímboa da Praia, que resultou na morte de seis pessoas.