O Governo moçambicano reafirmou esta segunda-feira, na capital do país, a necessidade de fortalecer a produção nacional de vacinas veterinárias, numa estratégia que visa reduzir a dependência das importações e assegurar maior estabilidade no combate às doenças que afetam o efectivo pecuário.
Trata-se de um posicionamento apresentado durante a Reunião Nacional de Sanidade Animal, realizada em Maputo, sob a direção do Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino, que destacou que as dificuldades enfrentadas pelo mercado internacional no fornecimento de vacinas evidenciam a importância de o país desenvolver soluções próprias.
Segundo o governante, a produção local permitirá responder com maior rapidez às necessidades sanitárias e diminuir os riscos associados à escassez global destes produtos.
Para reforçar a capacidade nacional de produção das vacinas em referência, o Governo prevê investir aproximadamente 600 mil dólares norte-americanos na reativação da produção, por exemplo contra o carbúnculo hemático e o carbúnculo sintomático.
A actual situação de abastecimento tem levado Moçambique a recorrer à importação de vacinas provenientes do Uruguai, uma vez que alguns países da região também enfrentam limitações na disponibilidade destes imunizantes.
Devido a esta situação de redução das vacinas, o Executivo moçambicano decidiu prolongar até 15 de julho a campanha nacional de vacinação de bovinos, de modo a garantir a cobertura que prevê imunizar cerca de 2,4 milhões de bovinos contra doenças como a febre aftosa e o carbúnculo hemático, enfermidades que continuam a representar ameaças significativas para a produção pecuária.