Está a aumentar o número de famílias deslocadas, acolhidas na sede do distrito de Macomia, que regressam às suas aldeias de origem no posto administrativo de Mucojo, onde as forças de defesa e segurança do Ruanda mantêm a ordem e a segurança.
De acordo com um relatório da Organização Internacional para as Migrações, citado pelo projecto de monitoria de conflitos em Cabo Delgado, Cabo Ligado, pelo menos 16.600 pessoas já retornaram ao posto administrativo de Mucojo, das 45.686 que, até março deste ano, viviam na vila de Macomia.
Segundo o Cabo Ligado, a maioria das famílias que regressa a Mucojo justifica a decisão com a falta de comida e de serviços básicos nos locais de acolhimento, embora a situação no local de origem ainda seja descrita como precária.
Em Mucojo, não há serviços básicos de saúde nem de educação, embora a população, por vezes, recorra ao apoio dos militares ruandeses posicionados na sede do posto administrativo.
Uma fonte consultada pelo E-global revelou que, na semana passada, um cidadão sofreu ferimentos graves após pisar um explosivo, tendo recebido os primeiros socorros na vila de Macomia com o auxílio das forças ruandesas, antes de ser transferido para Pemba, a cerca de 200 quilómetros da sede distrital.