O preço do algodão, também conhecido como “ouro branco”, caiu de 33 meticais na campanha agrícola passada para 22 meticais na actual 2024/25. O preço da segunda categoria passou a ser fixado em 15,5 meticais.
Tratam-se de valores tornados públicos pelo ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, durante uma reunião realizada na capital do país, Maputo.
No entanto, o ministro afirmou que o novo preço resulta de um acordo com o Fórum Nacional dos Produtores de Algodão (FONPA) e a Associação Algodoeira de Moçambique (AAM). “O importante é que houve um acordo possível, sem mortes nem feridos”, destacou o titular da pasta da Agricultura, Ambiente e Pescas.
Mais do que anunciar a nova tabela de preços, o membro do Executivo moçambicano informou que o governo não irá subsidiar o algodão, ao contrário do que ocorreu em épocas anteriores, alegando falta de condições financeiras para tal.
Apesar das medidas que prejudicam os produtores, o ministro ressaltou que o governo irá monitorar a aplicação dos preços para garantir o controlo da comercialização. Para isso, será introduzida uma plataforma digital destinada ao controlo das transações.
O sector algodoeiro moçambicano envolve uma cadeia de valor que vai do produtor às indústrias, conectando pelo menos 100 mil produtores.