Tanto na cidade de Nampula como nas sedes distritais e nos postos administrativos, o Dia da Mulher Moçambicana, celebrado a 7 de abril, foi marcado pela deposição de coroas de flores, momentos recreativos, feira gastronómica e discursos de valorização da mulher, bem como pela condenação de todas as práticas que reduzem a dignidade desta camada social.
Na cidade de Nampula, onde decorreu a cerimónia central, sob a direcção do secretário de Estado, Plácido Pereira, este dirigente condenou o feminicídio, que tende a alastrar-se no país, bem como a prevalência de uniões prematuras nas comunidades.
O presidente do Conselho Municipal de Nampula, Luís Guiquira, na sua intervenção, falou da importância da mulher na sociedade e anunciou que, nos próximos dias, a edilidade vai construir uma Praça da Mulher de padrão invejável.



Os partidos políticos também estiveram presentes na efeméride dos 55 anos da morte de Josina Machel, mulher que simboliza as mulheres moçambicanas.
A representante do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) defendeu que já é chegado o tempo de Moçambique eleger uma mulher para o cargo de Presidente da República.
Pelo partido ANAMOLA, falou Ana Beatriz Zeca, representante da AMA, Aliança Mulher ANAMOLA, que destacou o valor da mulher africana, mas lamentou o facto de nem todas as mulheres terem oportunidades no país.
Uma combatente da luta de libertação, além de apelar para que as mulheres sigam o exemplo da heroína Josina Machel, condenou a situação em que homens são vítimas de violência pelo facto de não conseguirem oferecer capulanas às parceiras para a celebração do Dia da Mulher Moçambicana.


