Moçambique: Chapo desafia trabalhadores a impulsionar a transformação económica do país

O Presidente de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, desafiou, a 13 de Outubro, em Maputo, os trabalhadores moçambicanos a reforçarem o seu compromisso com o desenvolvimento nacional, defendendo uma acção conjunta entre o Governo, os sindicatos, os empregadores e os restantes sectores da sociedade para impulsionar a transformação económica e social do país. O apelo foi feito durante as comemorações dos 50 anos da Organização dos Trabalhadores de Moçambique – Central Sindical (OTM-CS).

Na sua intervenção, Chapo afirmou que as primeiras cinco décadas foram marcadas pela construção do país e que os próximos 50 anos devem ser dedicados à transformação. O chefe de Estado recordou o encontro realizado a 13 de Outubro de 1976, na Escola Secundária Josina Machel, em Maputo, quando o então Presidente Samora Moisés Machel incentivou os trabalhadores a criarem Conselhos de Produção. Destacou ainda a evolução do movimento sindical, desde a criação da OTM, em 1983, até à sua constituição como central sindical, em 1990.

O Presidente moçambicano defendeu que o trabalhador deve ocupar um lugar central no desenvolvimento sustentável e inclusivo, sublinhando a importância da qualificação profissional, da inovação e da criação de empresas economicamente viáveis. Considerou igualmente o diálogo social essencial para alcançar consensos sobre salários mínimos, condições de trabalho, legislação laboral, segurança e saúde no trabalho, protecção social e estabilidade das relações entre trabalhadores e empregadores.

Chapo alertou também para as mudanças que estão a transformar o mercado de trabalho, nomeadamente a inteligência artificial, a digitalização, a automação, as alterações climáticas e o crescimento da economia informal. Neste contexto, defendeu o investimento na formação dos trabalhadores e na inovação empresarial, bem como o reforço da capacidade dos sindicatos para representar profissionais de sectores tradicionais, novas actividades, plataformas digitais e da economia informal.

Por sua vez, a OTM-CS, que reúne 15 sindicatos afiliados, duas associações ligadas à economia informal e estruturas de mulheres e jovens trabalhadores, apelou a uma participação mais estruturada da classe trabalhadora nas decisões económicas e sociais, à criação de emprego digno e ao reforço da protecção social.

No encerramento, Daniel Chapo homenageou os fundadores e representantes do movimento sindical moçambicano e reafirmou o compromisso do Governo com a dinamização da economia, a melhoria do ambiente de negócios, a atracção de investimento e a criação de oportunidades de emprego, sobretudo para jovens e mulheres.

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