O Presidente de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, defendeu uma gestão rigorosa e orientada para resultados nos sectores da Educação, Cultura, Ciência e Ensino Superior, com prioridade para a qualidade do ensino, a valorização dos professores e a formação de jovens qualificados. As orientações foram transmitidas a 19 de outubro, em Maputo, durante a tomada de posse de Edson da Graça Francisco Macuácua, como ministro da Educação e Cultura, e de Isaú Joaquim Meneses, como secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior.
Na cerimónia, o chefe de Estado apelou aos novos dirigentes para exercerem as suas funções com responsabilidade, humildade, disciplina e determinação. Recordou que os Contratos-Programa, instituídos em dezembro de 2025, estabelecem objectivos, metas, indicadores e prazos para a acção governativa. Chapo sublinhou que o desempenho deve ser avaliado pelos resultados alcançados, defendendo o reconhecimento do mérito, a correcção de insuficiências e a responsabilização pelo incumprimento injustificado dos compromissos assumidos.
Na área da Educação, o Presidente destacou a necessidade de reforçar o diálogo com os professores, regularizar pagamentos pendentes, incluindo horas extraordinárias, e assegurar transparência na gestão dos recursos humanos. Defendeu também a melhoria da formação docente e das aprendizagens dos alunos, especialmente nas competências de leitura, escrita, cálculo e raciocínio. Entre as prioridades apontadas estão ainda o combate ao abandono escolar e a redução das desigualdades no acesso à educação entre as zonas urbanas e rurais, bem como a adaptação do ensino técnico-profissional às necessidades da economia nacional.
No domínio da Cultura, Chapo apelou à valorização das línguas nacionais, da diversidade cultural, das expressões artísticas e do património histórico, considerando que estes elementos contribuem para a unidade nacional e podem gerar oportunidades económicas. Relativamente à Ciência e ao Ensino Superior, defendeu universidades mais ligadas aos problemas da sociedade e a continuidade das reformas previstas no Plano Estratégico do Ensino Superior 2026–2035, com enfoque na qualidade da formação, na investigação científica, na boa governação e na cooperação com o sector produtivo.
O chefe de Estado considerou que a ciência, a tecnologia, a inovação e a formação de recursos humanos qualificados são fundamentais para consolidar a independência económica de Moçambique. Defendeu que a investigação deve produzir soluções concretas para sectores como a agricultura, a indústria e a saúde, promovendo o desenvolvimento tecnológico, a criação de empresas e a geração de riqueza. Na ocasião, agradeceu à ministra cessante da Educação e Cultura, Samaria dos Anjos Filemon Tovela, pelo trabalho realizado, e apelou aos professores, estudantes e famílias para contribuírem para a melhoria do sistema educativo nacional.