No comício realizado na quarta-feira (26), em Palma, província de Cabo Delgado, o chefe de Estado, Daniel Francisco Chapo, lançou um alerta contundente contra os atos de vandalismo e violência que têm afetado o país.
No seu discurso, Chapo fez uma clara ligação entre os envolvidos em manifestações violentas e os terroristas que assolam a Cabo Delgado há quase oito anos.
“A mensagem que queremos deixar é clara, aqueles que estão destruindo bens do povo, queimando escolas, hospitais e medicamentos, não são diferentes dos terroristas”, afirmou o presidente.
Ele também criticou os atos de vandalismo, como o roubo em barracas, ataques a postos policiais e destruição de infraestruturas essenciais para a população.
Chapo referiu-se à narrativa que tem sido difundida por grupos violentos, que a falta de emprego seria a principal causa do terrorismo na região.
“Quando os terroristas chegaram aqui em Palma, disseram que a razão do terrorismo era a falta de emprego. Mas, então, por que não vemos o mesmo em outras regiões como Pemba, Beira ou Tete?”, questionou o presidente, destacando que a verdadeira motivação dos ataques está relacionada com os interesses no gás natural da região e não à falta de oportunidades.
O chefe de Estado também condenou aqueles que, segundo ele, estão manipulando jovens, adolescentes e até crianças, colocando-os em situações perigosas, como o consumo de drogas e álcool, para promover atos de destruição.
“O hospital, a escola, o posto policial são do povo. Quem os destrói está contra o povo”, frisou Chapo, reforçando que essas atitudes são inaceitáveis e que o governo vai agir para proteger os cidadãos e as suas infra-estruturas.