Em entrevista recente concedida à agência Lusa, em Maputo, o comandante da Missão de Treino da União Europeia em Moçambique (EUTM-MOZ), major-general João Gonçalves, considerou “legítimo” o recorrente pedido moçambicano para armamento letal.
“É uma aspiração legítima. Um comandante num teatro de operações quer ter acesso ao melhor material e em quantidade para desenvolver a sua atividade, e infelizmente tem de ser assim, tem que se combater com material letal também”, afirmou o major-general João Gonçalves, da Força Aérea Portuguesa.
O major-general João Gonçalves sublinhou, contudo, a importância do nível de equipamento não letal já disponibilizado.
“Politicamente foi decidido ao mais alto nível que o desenho desta missão seria com estes 89 milhões de euros de equipamento não letal, equipamento de qualidade de topo, que equipa qualquer tipo de exército moderno no mundo”, acrescentou o comandante da EUTM-MOZ.