O Secretário de Estado na Província do Niassa, Silva Livone, ordenou esta segunda-feira (8), a suspensão imediata das atividades de exploração de recursos faunísticos de algumas entidades que operam em áreas de conservação da província, alegando falta de colaboração com as comunidades locais e fraca intervenção na mitigação do conflito entre o homem e a fauna bravia.
A notícia está a ser celebrada por residentes de Niassa, enquanto algum ciclo questiona se o Secretário do Estado tem competências para este efeito.
A medida abrange a Sociedade Búfalo Safaris, que desenvolve atividades no distrito de Majune, a Sociedade Nhalikanga, em Marrupa, a Wildlife Conservation Society (WCS), em Mecula, bem como a Direcção de Administração da Reserva Especial do Niassa.
O anúncio foi feito durante uma reunião entre o Governo Provincial e os operadores faunísticos que atuam no Niassa, com particular enfoque para os que operam na Reserva Especial do Niassa, uma das maiores áreas de conservação do país.
Na ocasião, o Secretário de Estado, Silva Livone afirmou que a decisão resulta do alegado incumprimento dos compromissos assumidos pelas entidades visadas no âmbito da prevenção e mitigação do conflito homem-fauna bravia.
De acordo com o representante do chefe do estado, já uma situação de incumprimento da responsabilidade social que continua a afectar gravemente as comunidades residentes nas zonas de conservação, provocando perdas de vidas humanas, destruição de culturas agrícolas e prejuízos para os meios de subsistência das populações.
Ele defendeu que o Governo não pode permanecer indiferente perante o sofrimento das comunidades, por isso achou que é necessário que os operadores assumam um papel mais ativo na proteção das populações que convivem diariamente com estes desafios.
O Secretário de Estado advertiu ainda que, caso as empresas continuem a privilegiar exclusivamente a conservação da fauna sem garantir mecanismos eficazes de proteção das comunidades, o Executivo poderá adoptar medidas mais severas contra as entidades abrangidas.
Mesmo assim, Silva Livone disse que a decisão final será tomada pelo ministério que tutela as áreas de conservação.