O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, defendeu, a 17 de outubro, na cidade da Beira, província de Sofala, o reforço do empoderamento económico das mulheres, considerando que a sua autonomia financeira contribui para melhorar as condições de vida das famílias e promover o desenvolvimento das comunidades. A posição foi apresentada durante um encontro com representantes de vários setores da sociedade feminina, no último dia da sua visita de trabalho à província.
O chefe de Estado destacou o papel das mulheres na produção agrícola, na pesca, no comércio e na gestão dos recursos familiares, sublinhando a necessidade de facilitar o acesso ao financiamento para apoiar a criação e expansão de pequenos negócios. Neste contexto, salientou a criação do fundo ProMulher, destinado a financiar iniciativas económicas femininas, com especial atenção às mulheres que desenvolvem atividades comerciais nos mercados.
Daniel Chapo reconheceu igualmente a importância dos grupos tradicionais de poupança coletiva, conhecidos como xitique, que permitem às participantes mobilizar recursos e apoiar mutuamente os seus negócios. Para o Presidente, estas formas de organização podem contribuir para ampliar o acesso ao financiamento e criar oportunidades para mulheres que pretendem iniciar ou desenvolver atividades económicas.
O governante associou ainda a autonomia financeira à educação, à formação profissional e ao aumento da participação feminina em cargos de decisão na administração pública e noutros órgãos de representação. Defendeu também o combate à violência doméstica, incluindo a violência psicológica, considerando que a estabilidade familiar e a paz nas comunidades são fundamentais para que os benefícios do desenvolvimento económico se traduzam em melhores condições de vida.
Durante o encontro, as mulheres de Sofala identificaram como prioridades o empoderamento económico, a educação e a formação profissional, a saúde materno-infantil, a prevenção da violência baseada no género e o apoio às mulheres afetadas por calamidades naturais. A iniciativa enquadra-se na agenda de Governação de Proximidade, Participativa e Inclusiva, que procura reforçar o diálogo entre o Estado e os cidadãos.