Moçambique: Daniel Chapo inicia visita ao Niassa e apela à união nacional e ao combate à desinformação

O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, iniciou esta quarta-feira uma visita de trabalho de três dias à província de Niassa, entrando pelo distrito de Cuamba, onde defendeu a manutenção da paz, o reforço da unidade nacional e um combate firme à desinformação. A deslocação integra a estratégia de governação de proximidade adoptada pelo Executivo, com o objectivo de aproximar o Estado das comunidades e acompanhar directamente os desafios locais.

Na sua intervenção perante a população, o Chefe do Estado explicou que a visita surge na sequência da recente deslocação presidencial à província de Tete e pretende avaliar o andamento dos programas de desenvolvimento socioeconómico na região. Segundo o Presidente, a governação de proximidade significa abandonar os centros de decisão e deslocar-se ao terreno para ouvir as preocupações reais dos cidadãos e acompanhar a implementação das políticas públicas.

Durante o programa oficial, Daniel Chapo anunciou deslocações a diferentes pontos da província, incluindo Mecanhelas, bem como encontros de trabalho com o Conselho Executivo Provincial e os Serviços Provinciais de Representação do Estado. O Presidente afirmou que as preocupações das populações devem continuar a orientar as prioridades do Governo e servir de base para a tomada de decisões.

Um dos momentos centrais do discurso foi dedicado ao combate à desinformação. O Presidente condenou a circulação de boatos e informações falsas, alertando para os impactos que estas práticas podem ter na estabilidade social e no desenvolvimento económico. Entre os exemplos referidos, rejeitou categoricamente rumores sobre alegados desaparecimentos de órgãos genitais associados a contactos físicos, classificando essas narrativas como falsas e sem qualquer fundamento científico ou médico.

O Chefe do Estado alertou ainda para o impacto da conjuntura internacional no aumento do custo de vida, particularmente devido à pressão sobre os preços dos combustíveis, e incentivou as famílias a reforçarem a produção agrícola para autoconsumo.

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