O defensor dos Direitos Humanos, filiado à organização da sociedade civil Koxukhuru, Gamito dos Santos, acusou, na manhã de segunda-feira (5), agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, de terem matado, pelo menos, 38 pessoas na localidade de Marraca, posto administrativo de Iuluti, distrito de Mogovolas.
Gamito dos Santos, que falava em conferência de imprensa na cidade de Nampula, afirmou que a polícia agiu em nome de interesses económicos privados para matar os garimpeiros, no dia 29 de dezembro passado.
Segundo o defensor dos Direitos Humanos na província de Nampula, a investigação independente realizada pela sua organização entrevistou testemunhas e familiares das vítimas, tendo apurado um número de mortos superior ao apresentado, na semana passada, pela porta-voz da PRM, Rosa Nilza Chaúque.
Gamito criticou os números divulgados pelas autoridades, segundo as quais teriam morrido apenas seis pessoas, entre elas um agente da PRM e integrantes do partido ANAMOLA e do grupo Namparamas.
A organização Koxukhuru afirmou ainda que, na sequência dos confrontos entre os garimpeiros e agentes da PRM, da Unidade de Intervenção Rápida, do igualmente classificou como “massacre” 13 pessoas contraíram ferimentos ligeiros e graves.