Contratados para servir na formação de novos cidadãos, no distrito de Eráti, na província de Nampula, dois professores uniram-se e criaram uma quadrilha que se dedicava ao assalto a estabelecimentos comerciais, residências e agentes de carteira móvel.
Contudo, as suas acções não duraram muitos meses. No fim de semana, aqueles professores e outros quatro membros da quadrilha foram detidos numa operação da Polícia da República de Moçambique, que os acusa da prática de crimes de roubo.
Na apresentação, na manhã desta terça-feira, na cidade de Nampula, a porta-voz da PRM, Rosa Nilza Chaúque, explicou que os dois professores seriam o núcleo activo da referida quadrilha, que fez várias vítimas ao nível do distrito de Eráti, na zona limítrofe com a vizinha província de Cabo Delgado.
Rosa Chaúque alegou que os docentes também tinham a missão de identificar homens de negócios ligados a carteiras móveis e, posteriormente, coordenavam acções com os outros membros da quadrilha para efectivarem os assaltos.
Entretanto, um dos docentes, de 32 anos, disse à comunicação social que está arrependido e pediu desculpas aos colegas e ao Ministério da Educação por se envolver no mundo de crime quando a sua função é forma o homem de amanhã.
Na mesma ocasião, o outro docente, apontado como segundo membro da liderança, negou o seu envolvimento, justificando que se tinha afastado do grupo quando se apercebeu de que havia intenções criminais.