O Estado Islâmico assumiu na noite desta terça-feira (24) que os seus militantes, que actuam em Moçambique, na província de Cabo Delgado, foram responsáveis pela emboscada contra viaturas na zona de V Congresso, no distrito de Macomia, ao meio-dia de domingo (22) de fevereiro corrente.
Imagens já em circulação nas redes sociais indicam que os meios de propaganda alegam que oito soldados moçambicanos e seis ruandeses foram mortos durante um confronto que se seguiu horas depois do ataque e que se prolongou até terça-feira (24).
Imagens visualizadas pelo E-global mostram homens trajados à militar, cujos corpos estão estendidos no chão, com sinais claros de violência.
De fontes na vila de Macomia, o E-global apurou que a via que liga àquele ponto, ao norte da província, continua interrompida desde domingo.
Para chegar aos distritos do norte, nomeadamente Muidumbe, Mueda, Mocímboa da Praia, Nangade e Palma, onde decorre a exploração do gás natural, os utentes utilizam a estrada Metoro–Mueda, passando pelo distrito de Montepuez. Outra alternativa seria uso de meios aéreos e marítimos.
Refira-se que, além das mortes, há relatos de que alegadamente várias pessoas terão sido capturadas pelos terroristas, bem como do saque de produtos alimentares nas viaturas atacadas.
Nesta semana, o Presidente da República, Daniel Chapo, falando na província de Manica, durante o encerramento de um curso militar em Chimoio, exigiu às FDS que estancassem toda a linha logística dos terroristas que actuam na província de Cabo Delgado.
Por seu turno, o Ministério da Defesa anunciou a exoneração de antigos dirigentes e a nomeação de novos responsáveis, incluindo para a área da Marinha de Guerra, com o objectivo de dinamizar as acções das Forças Armadas de Defesa de Moçambique na segurança do país.