O Presidente de Moçambique e líder da Frelimo, Daniel Chapo, tem convocado rondas de diálogo político interpartidário com os partidos com assento parlamentar e nas Assembleias Provinciais e Municipais, com o objetivo de acabar com a tensão política existente no país desde o anúncio dos resultados das eleições gerais de 09 de outubro de 2024.
No entanto, a “Carta de Moçambique” avança que a Frelimo, partido no poder, tem estado ausente das conversações desde que Chapo assumiu a presidência do país.
As rondas começaram em dezembro de 2024 pelo então Presidente da República, Filipe Nyusi, e envolviam inicialmente apenas os partidos com assento no Parlamento (Frelimo, PODEMOS, Renamo e MDM), tendo sido também alargadas à Nova Democracia.
Já foi realizado um total de seis rondas, sendo duas dirigidas por Nyusi e quatro pelo seu substituto, Chapo. Nessas duas rondas dirigidas por Nyusi, os quatro partidos com representação na Assembleia da República marcaram presença, com a Frelimo a ser representada pelo então Secretário-Geral, Daniel Chapo.
No entanto, desde que Chapo passou a dirigir as reuniões, na qualidade de chefe de Estado, a Frelimo nunca marcou presença nos encontros, o que poderia fazer através do seu Secretário-Geral ou de um membro da Comissão Política. O governante nunca explicou o motivo.
Quando questionada sobre o tema pela referida publicação, a porta-voz da Frelimo, Ludmila Maguni, respondeu que a formação política se encontra num processo de reestruturação da sua representação no diálogo, devendo passar a tomar parte do encontro. Disse ainda que Edson Macuácua tem sido o representante nessas ocasiões, mas o mesmo não tem, alegadamente, sido visto entre os integrantes da mesa do diálogo.