O Governador da Província de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, defendeu esta quinta-feira (11) uma fiscalização responsável, justa e equilibrada na exploração da madeira e outros recursos naturais naquele ponto do país.
A declaração foi feita durante um encontro com representantes de mais de 500 carpintarias da cidade de Nampula, que denunciaram apreensões de madeira consideradas injustas e arbitrárias pelas autoridades.
Na ocasião, Salimo Abdula alertou para a necessidade de distinguir-se os pequenos operadores, que usam a madeira para subsistência, dos grandes exploradores que movimentam toneladas do recurso por diversos postos de controlo sem responsabilização.
“Não podemos aceitar que carpinteiros sejam detidos por transportar pequenas quantidades de madeira, enquanto os verdadeiros responsáveis pelo desmatamento passam impunes”, observou o Governador da mais populosa província moçambicana.
No entanto, aquele dirigente afirmou não compactuar com a exploração ilegal, mas reiterou que a fiscalização não deve ser um mecanismo de perseguição aos mais vulneráveis, por isso, pediu mais rigor na identificação dos grandes operadores, cujas actividades causam danos ambientais significativos.
Durante o encontro, os representantes das carpintarias comprometeram-se a colaborar com o Governo, fornecendo inventários e dados dos seus fornecedores para garantir maior transparência e evitar conflitos com as autoridades.