O governo moçambicano decidiu eliminar a quota para o feijão boer, justificando a medida com o argumento de que a imposição anterior sufocava a economia nacional e favorecia práticas desonestas por parte de alguns comerciantes.
O anúncio foi feito na sexta-feira (11) pelo Secretário de Estado do Comércio, António Grispos, durante a abertura da Feira Provincial de Nampula, que decorreu de sexta-feira até domingo.
“Eliminámos as quotas do feijão boer. Já não existe quota de feijão boer neste país”, declarou Grispos.
Apesar da retirada das quotas, o dirigente afirmou que as autoridades continuarão a controlar rigorosamente as importações, com o objectivo de aumentar a arrecadação de receitas para o Estado com vista a melhorar a economia.
Grispos também adiantou que, na próxima campanha de comercialização agrícola, o governo não permitirá que estrangeiros actuem nas zonas rurais na compra de produtos agrícolas, defendendo que essas áreas devem ser reservadas aos comerciantes locais.
Refira-se que o feijão boer é um dos produtos de exportação, sobretudo para o mercado asiático, com destaque para Índia.
Nos últimos anos, devido a luta pelo controlo absoluto do mercado nacional do feijão boer é em particular na província de Nampula, empresários da área divergiram-se, até que resultou numa batalha grande judicial no tribunal Provincial.
O caso mexeu também no debate nacional tanto no parlamento como nos corredores diplomáticos entre Moçambique e Índia.