Moçambique: Governo enfrenta défice de 6,6 mil milhões de meticais para assistência às vítimas das inundações

O Governo moçambicano enfrenta um défice de 6,6 mil milhões de meticais para responder à actual época chuvosa, de um total de 14 mil milhões de meticais considerados necessários para garantir assistência humanitária, apoio aos deslocados, serviços de saúde e alimentação nos centros de acomodação. A informação foi avançada esta terça-feira pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, no final da sessão do Executivo.

Segundo o porta-voz, o montante agora divulgado resulta de uma revisão em baixa face à estimativa anterior, que apontava para um défice de cerca de 8 mil milhões de meticais, após reajustes feitos com base nos recursos já mobilizados e no apoio disponibilizado por parceiros nacionais e internacionais. Apesar das limitações financeiras, o Governo assegura dispor de meios para fazer face à situação, recorrendo a fundos internos, cooperação internacional e apoio de países vizinhos.

Entre os meios operacionais destacados estão nove helicópteros, embarcações e outras naves, que estão a ser utilizados nas operações de busca, salvamento e assistência às populações afectadas pelas cheias. No que respeita às infra-estruturas, Impissa referiu que algumas pontes móveis encontram-se posicionadas em diferentes pontos do país e poderão ser removidas ou reposicionadas em caso de emergência, mediante orientação do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

Dados oficiais indicam que, entre 22 de Dezembro e a passada segunda-feira, as chuvas e inundações provocaram pelo menos 11 mortes em várias regiões do país, além de milhares de pessoas afectadas e danos significativos em habitações e infra-estruturas. O Governo reiterou ainda que a circulação na Estrada Nacional Número Um (N1) só será retomada após o completo escoamento das águas e uma avaliação técnica detalhada, enquanto o início do ano lectivo de 2026, previsto para 30 de Janeiro, poderá sofrer ajustes nas províncias de Maputo e Gaza devido ao impacto das cheias.

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