A sede do distrito de Mueda, norte de Cabo Delgado celebrou, no dia 2 de setembro, os 58 anos desde a sua elevação à categoria de vila. Contudo, o momento foi marcado não apenas por celebrações e reflexões históricas, mas também por lamentos devido à persistente insuficiência de água, um problema antigo que continua a afectar os residentes.
Diante disso, a população lançou fortes apelos, exigindo melhorias urgentes no sector de abastecimento de água, onde apenas tem havido promessas.
Os cidadãos de Mueda afirmam que o elevado custo da água potável é insustentável e prejudica, sobretudo, as famílias mais desfavorecidas. Segundo os moradores, um bidão de água pode chegar a custar 30 meticais (mete de um euro), valor considerado insuportável para muitas famílias.
Sem alternativas, os residentes de diversos bairros estão a recorrer a fontes de água impróprias para o consumo.
Os munícipes apontaram ainda outras necessidades urgentes, como a expansão da rede elétrica, o acesso a serviços de telecomunicações e a adoção de medidas concretas para travar a erosão um fenómeno que ameaça a integridade física da autarquia é introdução do ensino técnico e profissional para responder a falta de emprego na juventude.
Em reação, o Presidente do Conselho Municipal de Mueda, Manuel Pita, reconheceu os desafios enfrentados e reiterou o compromisso da edilidade em encontrar soluções sustentáveis, embora tenha alertado para a limitação de recursos.
O edil assegurou que a gestão do município está em articulação com o governo central e com parceiros para a implementação de projetos estruturantes, com destaque para a melhoria do abastecimento de água, a expansão da rede elétrica e a criação de infraestruturas educativas, com foco no ensino técnico e profissional.