As autoridades moçambicanas apontam com preocupação o envolvimento de jovens em actos de violência sobre a desinformação da origem da cólera contra as lideranças comunitárias e profissionais de saúde do país, uma situação que tem estado a ganhar contornos alarmantes nos últimos tempos.
O Comandante-Geral da PRM, Bernardino Rafael, em Cabo Delgado, apontou que dos 69 detidos, em conexão com actos de desinformação da origem da cólera e chupa-sangue, 59 são jovens, na sua maioria, do sexo masculino.
“Maior parte que a polícia da República de Moçambique deteve por distúrbios de desinformação sobre a cólera são jovens, e foram 59 jovens detidos por desinformação no nosso país” anunciou Bernardino Rafael desencorajando o envolvimento da juventude em actos de violência.
Nampula, Zambézia e Cabo Delgado, são as províncias que ainda registam tumultos ligados à desinformação sobre a origem da cólera. Metade dos casos foram registados na província do gás, Cabo Delgado, sendo o mais recente episódio no distrito de Chiúre, onde dois líderes foram barbaramente assassinados.
Devido a esta situação, o governador daquela província, está a intensificar acções de sensibilização, tanto que nas recentes visitas aos distritos de Macomia e Metuge, parte do discurso foi dominado pelos apelos de luta contra a desinformação.
“Por vezes o que que nós fizemos se na nossa zona a água tem escassez, então a água de chuva concentrada num local, nós vamos cantar aquela mesma água para fazer o consumo dela, então o importante é saber de que antes de consumirmos temos que ferver essa água, quando não é possível ferver essa água temos outros meios aconselháveis que é o uso de certeza”, observou.