Moçambique registou um total de 12.166 casos de glaucoma em 2025, segundo dados do sector da saúde apresentados esta quarta-feira (11) pela diretora do Serviço de Oftalmologia do Hospital Central de Maputo, Mariamo Abdala Mbofana.
A informação foi partilhada durante as atividades da Semana Mundial do Glaucoma, que decorre de 8 a 14 de março e tem como objetivo sensibilizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce da doença.
De acordo com o relatório anual, por si apreendido, a Cidade de Maputo lidera o número de casos diagnosticados, com 2.223 pacientes, seguida pelo Hospital Central de Maputo com 2.180 e pela província de Nampula, que registou 2.112 casos.
Para aquela dirigente, estes dados são considerados de preocupante pelas autoridades de saúde que defendem a necessidade de expandir o rastreio da doença em todo o país.
No que diz respeito ao tratamento, Mariamo Abdala, revelou foram realizadas 345 cirurgias de glaucoma em todo o território nacional no mesmo período. A província de Cabo Delgado liderou com 71 intervenções, seguida pelo Hospital Central de Maputo com 64 cirurgias e pela província de Inhambane com 45 procedimentos.
Àquela especialista explicou que muitos pacientes procuram os serviços de saúde quando já perderam a visão “Quando as pessoas chegam já com cegueira, essa condição não é curável. Por isso é importante diagnosticar cedo e iniciar o tratamento o mais rapidamente possível”, alertou.
A médica acrescentou que o tratamento pode começar com medicamentos em forma de gotas para reduzir a pressão intraocular, podendo em alguns casos ser necessária cirurgia.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que cerca de 73 milhões de pessoas vivem com glaucoma no mundo, sendo que nos países em desenvolvimento até 90% dos casos permanecem por diagnosticar, o que torna o rastreio regular ainda mais importante.