As autoridades moçambicanas confirmaram que 33 reclusos perderam a vida, quarta-feira (25), durante a invasão à maior cadeia do país.
O Comandante-Geral da PRM, Bernardino Rafael, afirma que a invasão da cadeia de máxima segurança em Maputo está relacionada com as manifestações pós-eleições, por sua vez, a Ministra da Justiça e Assuntos Religiosos, Helena Kida, nega qualquer relação com os últimos episódios políticos.
Bernardino Rafael explicou, em conferência de imprensa no comando-geral, que a fuga começou com uma manifestação no interior da cadeia, que causou distúrbios e, consequentemente, fez com que o muro colapsasse, permitindo que os detentos entrassem em confronto com os guardas prisionais.
Nessas circunstâncias, 33 prisioneiros acabaram mortos, enquanto outros 15 ficaram feridos, com ferimentos graves e ligeiros, e alguns fugiram.
O Comandante-Geral da PRM pediu a colaboração da população nos arredores da área prisional para denunciar os fugitivos, apelando para que se entreguem voluntariamente.
O membro sénior da Polícia da República de Moçambique revelou ainda que no dia 24 ocorreu uma fuga de prisioneiros na cadeia de Manhiça, após terem sido libertos por manifestantes.
Sabe-se também que, durante o mesmo período, ocorreu outra fuga na penitenciária de Mabalane, na província de Gaza. Neste incidente, segundo a corporação, um prisioneiro perdeu a vida e dois ficaram feridos, com ferimentos ligeiros e graves.