Moçambique: Mais de 300 funcionários da Educação em Nampula enfrentam doenças crónicas

Pelo menos 331 funcionários e agentes do Estado afectos ao sector da Educação na província de Nampula vivem com doenças crónicas degenerativas, uma situação que continua a preocupar as autoridades devido aos impactos que estas enfermidades têm no desempenho profissional e no funcionamento das instituições públicas.

Os dados foram divulgados na sexta-feira (19), durante a 8ª edição da Feira de Saúde promovida pela Direcção Provincial da Educação de Nampula. Do total de casos registados até o primeiro trimestre deste ano, 267 correspondem a professores, evidenciando os desafios que o sector enfrenta na preservação da saúde dos seus recursos humanos.

Os dados ilustram ainda que entre os trabalhadores abrangidos pelas estatísticas, 87 vivem com HIV, um quadro que reforça a necessidade de intensificar as acções de prevenção, acompanhamento médico e combate ao estigma associado à doença.

Falando em representação do Director Provincial da Educação, Rafique Anastácio Pedro reconheceu que os problemas de saúde registados entre os funcionários podem influenciar o normal funcionamento das instituições, devido ao aumento de faltas ao trabalho, licenças médicas prolongadas e redução da capacidade produtiva.

Entretanto, para responder a este cenário, a Feira de Saúde reuniu funcionários da Direcção Provincial da Educação e do Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia de Nampula, oferecendo rastreios médicos, aconselhamento e actividades de promoção da saúde gratuitos.

A Feira foi realizada sob o lema “Cuidando da minha saúde previno doenças. Mitigar é bom, prevenir é melhor”, foi uma iniciativa que procurou sensibilizar os participantes sobre a importância do diagnóstico precoce e da adopção de estilos de vida saudáveis como forma de reduzir a incidência de doenças.

Na mesma ocasião, os intervenientes admitiram que o reforço das medidas preventivas continua a ser essencial para proteger a saúde dos trabalhadores e minimizar os custos financeiros associados às doenças crónicas e ao HIV/SIDA.

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