A Polícia da República de Moçambique (PRM) recorreu ao uso de gás lacrimogéneo para impedir uma marcha de membros e simpatizantes da ANAMOLA. Estes queriam andar pela cidade de Quelimane, na Zambézia, no âmbito das celebrações do primeiro aniversário do partido.
A marcha estava prevista ocorrer após os discursos no campo da Sagrada Família. Os manifestantes já estavam posicionados no local a aguardar apenas a chegada e orientação do líder da ANAMOLA, Venâncio Mondlane.
Agentes da PRM encontravam-se posicionados e em circulação nas vias, numa aparente operação destinada a impedir o avanço dos manifestantes. O cenário agravou-se quando a polícia fez disparos de gás lacrimogéneo contra os participantes.
Muitos membros e simpatizantes da ANAMOLA inalaram o gás, o que criou momentos de tensão e dispersão dos manifestantes.
Na sequência do sucedido, os partidos da oposição PODEMOS e RENAMO exigem uma investigação independente, tendo criticado a atuação da PRM em Quelimane, devido à violência contra cidadãos.