O reforço do abastecimento de medicamentos ao Sistema Nacional de Saúde (SNS) passa agora também pelo uso de ferramentas de rastreabilidade, numa aposta para melhorar o controlo da cadeia de distribuição e garantir que os produtos chegam ao seu destino final.
A iniciativa surge num contexto em que o sector da saúde continua a enfrentar desafios relacionados com a disponibilidade e distribuição de medicamentos e artigos médicos, uma iniciativa que conta com o Banco Mundial que na segunda-feira enteegou diversos médicos ao ministério da saúde.
Para o representante do Banco Mundial, Fily Sissoko, mais do que assegurar a existência de medicamentos nos armazéns e unidades sanitárias, é necessário acompanhar o seu percurso até ao ponto onde são efectivamente utilizados.
Segundo Sissoko, a tecnologia poderá permitir registar cada etapa do trajecto dos medicamentos, criando mecanismos que facilitem a identificação de desvios, atrasos e outras falhas na cadeia de abastecimento.
“A tecnologia só é transformadora quando as instituições a utilizam”, afirmou, defendendo que a informação produzida pelo sistema deve servir para reforçar a responsabilização dos intervenientes.
O responsável alertou ainda que a simples disponibilidade dos produtos não garante que estes beneficiem os cidadãos que deles necessitam “A disponibilidade sem responsabilização não é suficiente. Temos de responder à pergunta: o medicamento chegou à pessoa para quem foi destinado?”, questionou.
A utilização dos dados de rastreabilidade deverá, numa fase seguinte, ajudar as autoridades a detectar rupturas de stock, melhorar a distribuição e corrigir constrangimentos ao longo da cadeia de fornecimento.