Moçambique: Mondlane acusa Chapo de seguir “agenda subversiva”

O líder da Aliança Nacional por um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA) e ex-candidato às eleições presidenciais, Venâncio Mondlane, criticou o chefe de Estado moçambicano, Daniel Chapo, por seguir, alegadamente, uma “agenda subversiva”. 

Mondlane manifestou a sua revolta no que diz respeito ao perdão presidencial, que entrou recentemente em vigor e que beneficiou apenas um número reduzido dos milhares de cidadãos detidos durante a agitação eleitoral que ocorreu entre outubro de 2024 e março de 2025.

De acordo com o político, há mais de 2.700 pessoas detidas, acusadas de envolvimento nos tumultos e manifestações que aconteceram depois da divulgação de resultados eleitorais amplamente considerados fraudulentos.

Das 751 pessoas libertadas sob o perdão presidencial, só 22 estavam detidas por causa da turbulência pós-eleitoral.

O dirigente da ANAMOLA lembrou que, a 23 de março, assinou um acordo com Chapo onde se reconhecia a necessidade urgente de libertar todos os detidos pela polícia durante os protestos.

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