Filipe Nyusi, Chefe de Estado e Presidente da Frelimo, dirigiu a cerimónia de abertura da III Sessão Ordinária do Comité Central do partido, que decorre desde esta sexta-feira e termina sábado, na escola do partido na Cidade da Matola.
Nyusi, no começo do discurso de abertura, pediu aos presentes um minuto de silêncio em memória dos camaradas falecidos recentemente, Manuel Tome, Regina Macuacua Muchanga, Leonico Julaia e Jacinto Matucutucu. Prosseguindo, disse que o país está estável, com todas as instituições do Estado a funcionar sem restrições e a economia a caminhar de forma positiva.
No entanto, o Presidente da Frelimo enalteceu a bravura das Forças de Defesa e Segurança e os seus aliados da SADC, do Ruanda e os membros da força local que participam no teatro operacional norte.
Por sua vez, Ludimila Maguni, porta-voz da Frelimo, falando aos jornalista, não confirmou se será neste encontro que vai sair o candidato à presidência da República. Maguni apenas afirmou que a III sessão ordinária do CC tem como como objetivo efetuar o balanço das eleições autárquicas, propor as diretrizes do ano eleitoral 2024 e analisar o estado do partido.
O líder da Frelimo avançou que a III Sessão Ordinária do Conselho Nacional deve marcar o início da marcha rumo a vitória do partido, nas eleições de 9 de outubro.
Francisco Cabo, antigo combatente e membro do CC da Frelimo, citado pela rádio Moçambique, entende que, apesar de se poder debater a sucessão de Nyusi, não será desta vez que se vão propor nomes.
“O assunto pode ser discutido, mas não ao ponto de se indicarem as pessoas. Mas também se pode discutir o assunto de tal maneira que se produzam indicações, particularmente no que diz respeito ao perfil do candidato. Mas tudo depende da dinâmica que se vai imprimir na sessão”, declarou àquele órgão informativo.
Aurélio Sambo – Correspondente