A Associação Kóxukhuru submeteu, esta segunda-feira (16), uma participação criminal à Procuradoria Provincial da República em Nampula, solicitando a abertura de investigações contra agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), suspeitos de envolvimento em práticas ilícitas.
Segundo o presidente da organização, Gamito dos Santos, a denúncia resulta de relatos e evidências recolhidas junto de cidadãos que alegam ter sido vítimas de extorsão, tortura e uso excessivo da força em algumas subunidades policiais da cidade, no caso da Segunda Esquadra da PRM.
De acordo com o responsável, entre os casos apresentados às autoridades consta o de quatro jovens residentes no bairro Belenenses, que teriam sido detidos no dia 28 de janeiro e posteriormente submetidos a maus-tratos com o objectivo de confessarem um crime que alegadamente não cometeram.
A organização sustenta ainda que os mesmos terão sido libertados após o pagamento de valores monetários considerados ilícitos.
Outro caso remetido à Procuradoria envolve um cidadão que, segundo a associação, terá sido retirado das instalações policiais e baleado em circunstâncias ainda por esclarecer.
A Kóxukhuru afirma que anexou às participações documentos e imagens que, na sua perspectiva, reforçam a necessidade de uma investigação aprofundada por parte do Ministério Público, para o eventual esclarecimento dos factos e responsabilização dos envolvidos, caso se confirmem as denúncias.
O mesmo activista social desmentiu no mês passado, a versão da PRM sobre as mortes numa mina em Mogovolas, ao trazer números dando conta 38 mortes contra 6 anunciados pela Porta-voz da corporação.