Os líderes dos partidos PODEMOS, Renamo e MDM rejeitam os resultados eleitorais divulgados pelo Conselho Constitucional de Moçambique, que dão vitória ao candidato presidencial da Frelimo, Daniel Chapo, com 65,17% dos votos.
Neste sentido, o líder do PODEMOS, Albino Forquilha, disse que vai usar todas as vias políticas, diplomáticas e judiciais – a nível nacional e internacional – para contestar aquilo que considera ser “fraude eleitoral” nas eleições de 09 de outubro.
Por sua vez, o presidente da Renamo e um dos candidatos presidenciais do sufrágio em questão, Ossufo Momade, declarou que “não se pode aceitar a fraude eleitoral” e que a sua formação política não vai permitir que a democracia seja “aniquilada”, merecendo o povo um Governo “legítimo” e não fruto de um “grupo restrito de pessoas”.
Já o dirigente do MDM, Lutero Simango, afirmou que o acórdão do Conselho Constitucional não reflete a verdade das urnas, sendo necessário dialogar com todas as partes da sociedade e fazer reformas profundas no Estado para se ultrapassar a atual tensão pós-eleitoral.
“São as discrepâncias, enchimento de urnas, falsificação de detalhes, manipulação de resultados e má gestão de todo o processo eleitoral em cadeia, desde o orçamento eleitoral até ao tratamento dos resultados expressos nas urnas. Não reconhecemos os resultados. Não se pode aceitar a fraude eleitoral, e é por essa razão que o MDM sempre defendeu a anulação das eleições, e essa teria sido a decisão mais acertada”, concluiu, citado pelo “O País”.