O analista político português e especialista em relações internacionais, Paulo Portas, defendeu, esta quinta-feira, em Maputo, que Moçambique deve apostar na eliminação das causas do conflito em Cabo Delgado como forma de garantir uma paz duradoura.
Segundo o especialista, a resposta ao terrorismo não deve limitar-se à componente militar, mas integrar também a diplomacia, o diálogo inclusivo e estratégias que promovam a estabilidade social e política na província.
Durante um encontro dedicado à economia e à agricultura, Portas afirmou que a diplomacia desempenha um papel fundamental nos processos de pacificação e deve ser conduzida com discrição e persistência.
Para o analista, citado pelo jornal “O País”, os acordos de paz são alcançados através de negociações sérias e da aproximação entre as partes, e não por declarações públicas ou publicações nas redes sociais. Defendeu ainda que o Diálogo Nacional Inclusivo deve continuar a fortalecer a unidade nacional e a reconciliação.
O especialista considerou que a estabilidade em Cabo Delgado é determinante para recuperar a confiança dos investidores e impulsionar o crescimento económico.
De acordo com a fonte, existem sinais positivos, com o regresso de alguns investidores que haviam suspendido os seus projectos devido à insegurança.