Moçambique: Polícia volta a proibir o exercício do direito à manifestação na cidade de Nampula

A Polícia moçambicana na cidade de Nampula voltou a proibir, no sábado, a realização de uma manifestação pacífica proposta por ativistas locais, que pretendiam protestar contra a escassez de combustível e o consequente aumento dos preços, tanto nas bombas quanto no mercado informal.

Por meio de um documento, a corporação alertou, na sexta-feira, que a cidade não estava preparada para mais uma manifestação, uma vez que ainda tenta recuperar-se da violência ocorrida após as eleições de dezembro passado.

Esta é a segunda vez que a corporação de Nampula se mostra hostil ao exercício do direito constitucional de realizar manifestações pacíficas, numa das zonas mais afetadas pelos efeitos das manifestações violentas anteriores.

No entanto, a proibição desagradou os ativistas e organizadores da marcha, que consideram injustificada a decisão das autoridades. Segundo eles, cabe à PRM apenas garantir a segurança durante o protesto.

Os organizadores, representados pelos ativistas Gamito dos Santos e Sismo Eduardo, afirmaram a jornalistas que o espaço cívico não deve ser restringido em Nampula, e prometeram organizar novas marchas nos próximos tempos.

Nas últimas semanas a cidade, e um pouco por toda província de Nampula, vive-se uma situação de escassez de combustível nos principais postos de abastecimento, chegando a dar espaço a especulação de preços, além de longas bichas. No entanto, é na zona de Nacala-Porto, na mesma província, onde se encontra um dos importantes portos do país.

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