O primeiro-ministro de Moçambique, Adriano Maleiane, considera que o acordo extrajudicial com o Credit Suisse foi a melhor solução encontrada para acabar com as obrigações do Governo moçambicano junto do referido banco, avança “O País”.
Foi desta forma que o governante reagiu à revelação de que Moçambique pagou 143 milhões de dólares ao banco suíço e aos bancos moçambicanos no âmbito do processo das “dívidas ocultas”.
Terá sido no final de 2023 que o Governo moçambicano chegou a um acordo extrajudicial com os credores do Credit Suisse para o pagamento da quantia já mencionada, devido a um empréstimo de pouco mais de 600 milhões de dólares para a compra de embarcações para a ProÍndicus.
Maleiane salientou que não havia outro caminho senão negociar e negou que o Governo tenha, desta forma, violado a decisão do Conselho Constitucional de anular os empréstimos das “dívidas ocultas”. Isto porque, explicou, não é automática a extinção das obrigações de Moçambique.