Moçambique quer usar IA nas eleições, mas alerta para riscos das deepfakes

A primeira-ministra de Moçambique, Benvinda Levi, defendeu o uso responsável da Inteligência Artificial para melhorar a gestão dos processos eleitorais, mas alertou para os riscos associados à tecnologia. Entre as principais ameaças apontadas estão as deepfakes, campanhas automatizadas de desinformação e o uso indevido de dados pessoais.

Durante uma reunião do Fórum das Comissões Eleitorais dos Países da SADC, em Maputo, a governante destacou que a IA pode ajudar na gestão dos cadernos eleitorais, análise de dados, comunicação com os eleitores e deteção de irregularidades. A tecnologia poderá também contribuir para identificar e acompanhar campanhas de desinformação.

Levi sublinhou, contudo, que as mesmas ferramentas podem ser utilizadas para enfraquecer os processos democráticos. Por isso, defendeu regras claras para garantir a proteção de dados, a segurança dos sistemas informáticos e o respeito pelos direitos fundamentais dos cidadãos.

A primeira-ministra apelou ainda a uma maior cooperação entre os países da SADC, considerando que os desafios tecnológicos não podem ser combatidos de forma isolada. Para Benvinda Levi, a confiança dos cidadãos nas eleições depende de instituições imparciais, transparentes e preparadas para responder às novas ameaças digitais.

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