Um grupo de quatro indivíduos raptou, no último sábado, um cidadão de nacionalidade paquistanesa, na cidade da Beira, província de Sofala, identificado como Mustafá Raza. O rapto do jovem de 23 anos aconteceu por volta das 15 horas, junto a uma padaria da cidade.
No entanto, um dia depois, os criminosos perceberam que a pessoa em questão era a vítima errada, pois tratava-se de um indivíduo recém-chegado ao país e que não fala ou compreendia português. Mustafá Raza, um simples trabalhador, tinha sido confundido com o patrão, alvo inicial dos raptores.
Após este equívoco, o caso tornou-se insólito quando os criminosos solicitaram os serviços de um táxi, pagando o valor da viagem, para devolverem o sequestrado errado ao convívio familiar, no bairro Pioneiros, uma vez que o Mustafá não conhece bem a cidade.
Em declarações à imprensa, o tradutor do cidadão relatou que o paquistanês confirmou ter sido mantido em cativeiro no bairro da Munhava. Nesse período os sequestradores iam discutindo sobre grandes quantias de dinheiro solicitadas para o resgate, mas não conseguiam comunicar adequadamente devido às barreiras linguísticas.
Durante o cativeiro de aproximadamente 48 horas, a vítima permaneceu encapuzada e revelou não ter maltratado fisicamente, tendo sido alimentado com bolachas e água. Ainda assim, os bandidos não perderam a oportunidade de furtar os seus pertences, como telemóvel, relógio, algum dinheiro e até os documentos pessoais.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) declarou que os sequestradores cometeram o crime de cárcere privado, sublinhando que está trabalhar junto do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) para a neutralização e responsabilização dos meliantes.
Aurélio Sambo – Correspondente