Treze funcionários autárquicos do Conselho Municipal da Cidade de Nacala-Porto, província de Nampula, foram detidos na madrugada desta segunda-feira (2), quando se preparavam para dar início a uma greve por tempo indeterminado previamente comunicada ao edil, Faruk Momade Nuro devido a incumprimentos de seus direitos pela edilidade.
De acordo com informações apuradas, os trabalhadores haviam formalizado a paralisação por meio de uma carta dirigida ao presidente do município, invocando o Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes do Estado (EGFAE) e a Constituição da República. No documento, exigem a implementação da Tabela Salarial Única (TSU), a aplicação da Lei do SISTAFE, o aumento salarial de 15% decorrente da mudança de categoria da autarquia, de nível C para B.
Segundo relatos locais, os funcionários dirigiam-se às instalações municipais nas primeiras horas da manhã com a intenção de colocar cadeados, mas pouco depois, foram surpreendidos por agentes da PRM, nomeadamente da Unidade de Intervenção Rápida, que oa recolheu às celas.
Entretanto, nesta terça-feira (3), a vereadora para os Assuntos Constitucionais e Religiosos, Fátima Canli, disse à jornalistas que cerca de 20 indivíduos, com objectos contundentes, tentaram paralisar as actividades do Conselho Municipal.
Segundo Fátima Canli, os grevistas, que posteriormente foram denunciados pela edilidade, teriam começado a vandalizar o Gabinete Jurídico e a Secretaria-Geral.
Na ocasião, a vereadora dos Assuntos Constitucionais e Religiosos do Conselho Municipal de Nacala-Porto esclareceu que a edilidade não está contra a greve, defendendo, no entanto, que esta seja realizada nos termos da legalidade.
Os detidos permanecem sob custódia da Polícia de Nacala-Porto e, de acordo com a vereadora, responderão a processo-crime.