A 10ª Secção do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo condenou, hoje, a 30 anos de prisão maior e dois anos de multa, Chabane Adamuge Assuba “Kudiazanga”, de 51 anos, pela morte de 42 leões, 20 elefantes e quatro rinocerontes. Segundo o processo em curso, a caça destas espécies está proibida e entre os animais abatidos, havia jovens, adultos, machos e fêmeas.
Na leitura da sentença do Processo n° 01/2024-A-BC, julgado pela juíza Evandra Uamusse, foi atribuída uma pena de 45 anos de prisão maior mas, em Moçambique, a pena máxima é de 30 anos.
Os detalhes deste crime começaram a surgir em dezembro de 2022, quando Chabane foi detido na baixa da cidade de Maputo na posse de mais de 9 kg de cornos de rinoceronte. Em seguida, através de uma busca realizada à sua residência, no bairro do Infulene, posto administrativo da Machava, província de Maputo, foram apreendidos 629,72 kg de espécies proibidas, avaliados em cerca de 97 milhões de meticais. Entre elas, destacam-se 14 crânios de leão, 128 molhos de caudas de leão, 88 garras de leão, 57 kg de ossadas de leão, 55 pedaços de pontas de marfim, 74 ossos de elefante e 24 maxilares de leão, que Chabane planeava vender a cidadãos de origem asiática.
Em consequência, Chabane foi indiciado, acusado, pronunciado e julgado pela prática de crimes de associação criminosa, tráfico ilegal, posse e armazenamento de produtos de fauna, branqueamento de capitais, entre outros.
A acusação indicou que o indivíduo responsável pela matança de leões e paquidermes não agiu sozinho e acredita que há uma rede criminosa que envolve intermediários, compradores e parceiros de caça.
Aurélio Sambo – Correspondente