O Consórcio Eleitoral Mais Integridade divulgou um relatório preliminar sobre as eleições gerais moçambicanas de 09 de outubro, onde refere que há votos em branco e de Venâncio Mondlane que foram atribuídos a Daniel Chapo, candidato presidencial da Frelimo.
O documento divulgado nesta quarta-feira, 16 de outubro, indica que o sufrágio foi caraterizado por actos de roubo, inutilização e compra de votos de candidatos e partidos da oposição (PODEMOS, Renamo e MDM) a favor da Frelimo, tendo como protagonistas os membros das mesas de votos.
De acordo com o Consórcio Eleitoral Mais Integridade, na noite eleitoral de 09 de outubro, para além dos já conhecidos e famosos casos de enchimento de urnas, houve também anulamento de votos pelos Presidentes das Mesas. Os casos mais significativos terão sido registados nas províncias de Nampula, Sofala, Tete e Zambézia.
O Diretor do Centro de Integridade Pública, uma das organizações da sociedade civil integrantes do Consórcio, assumiu em conferência de imprensa ser inexplicável o que aconteceu nessa noite.
“Mais uma vez, como país, realizamos eleições fraudulentas, que não refletem aquilo que foi a vontade dos eleitores. Em certas urnas havia mais gente que só ia votar para as eleições presidenciais e se esquecia do boletim de voto para as eleições legislativas. Isso mostra enchimento de urnas”, declarou, tendo apelado à Procuradoria-Geral da República para olhar para os vários ilícitos eleitorais, em vez de se preocupar apenas com um candidato.