O I Fórum de Geoparques Mundiais da UNESCO da CPLP decorre entre 27 e 30 de maio, no Arouca Geoparque Mundial da UNESCO, reunindo especialistas, decisores e representantes dos países de língua portuguesa para discutir o contributo dos geoparques para o desenvolvimento sustentável, a valorização do património e o turismo responsável.
Organizado pela Associação Geoparque Arouca em parceria com o Município de Arouca, a Rede Portuguesa de Geoparques Mundiais da UNESCO e a Rede de Geoparques da CPLP, o encontro conta ainda com o apoio do Turismo de Portugal. Na sessão de abertura estará presente Manuel Clarote Lapão, em representação da secretária executiva da CPLP, Maria de Fátima Jardim.
O fórum pretende reforçar a cooperação entre os países lusófonos através da troca de experiências e boas práticas nas áreas da geoconservação, educação, turismo sustentável e desenvolvimento territorial. A iniciativa procura também consolidar o papel dos geoparques enquanto instrumentos de preservação do património geológico e dinamização económica das comunidades locais.
Os Geoparques Mundiais da UNESCO são territórios reconhecidos pelo seu valor geológico internacional e integram uma rede global orientada para a conservação, educação e desenvolvimento sustentável. No espaço lusófono existem atualmente doze geoparques reconhecidos: em Portugal destacam-se Arouca Geoparque Mundial da UNESCO, Geoparque Açores, Estrela Geopark Mundial da UNESCO, Naturtejo Geopark Mundial da UNESCO, Geoparque Oeste e Terras de Cavaleiros Geopark Mundial da UNESCO. No Brasil integram a rede os geoparques de Geoparque Araripe, Geoparque Caçapava, Geoparque Quarta Colónia, Geoparque Seridó, Caminhos dos Cânions do Sul Geoparque Mundial da UNESCO e Geoparque Uberaba.
A realização do fórum surge na sequência da decisão dos Ministros do Turismo da CPLP, tomada em outubro de 2024, de apoiar a criação da Rede de Geoparques Mundiais UNESCO nos países lusófonos, com o objetivo de reforçar a preservação do património natural e cultural e promover modelos de turismo mais sustentáveis.