Na madrugada de 28 de janeiro de 2026, várias regiões de Portugal Continental foram atingidas pela tempestade Kristin, causando interrupções no fornecimento de energia elétrica em diversas localidades. Além dos riscos imediatos, situações como esta impactam a segurança dos alimentos conservados em frigoríficos e congeladores, bem como a qualidade da água, especialmente em áreas onde o abastecimento depende de sistemas elétricos. As autoridades alertam para a adoção de medidas preventivas e comportamentos seguros para proteger a saúde da população.
Entre os cuidados essenciais, destaca-se o uso de água segura: fontes não ligadas à rede pública devem ser consideradas potencialmente contaminadas, sendo recomendada a utilização de água engarrafada ou fervida/desinfetada. Também é importante manter práticas adequadas de saneamento, evitando despejo de águas residuais em solos ou rios, e controlar o armazenamento e consumo de alimentos, avaliando sinais de degradação, especialmente carne, peixe, laticínios e refeições prontas.
No que se refere à alimentação, alimentos armazenados em frigoríficos podem manter-se seguros por até 12 horas sem energia, enquanto os congeladores preservam os alimentos por até 48 horas (24 horas se estiverem meio cheios). Após esse período, recomenda-se descartar produtos perecíveis, mantendo apenas frutas e hortícolas inteiros. É essencial cozinhar rapidamente os alimentos que ainda estiverem em condições, garantindo temperaturas acima de 75 °C.
Durante a tempestade, a Proteção Civil alerta para evitar atravessar áreas inundadas, não manusear aparelhos elétricos em contacto com água, usar luvas e botas impermeáveis nas limpezas e manter lanternas e pilhas acessíveis. Também é fundamental seguir as instruções das autoridades, manter-se em locais seguros e minimizar a exposição aos perigos associados às inundações e aos danos estruturais causados pela tempestade.