Emília Ribeiro, emigrante portuguesa residente em França, tem 68 anos de idade. É natural de Lisboa e vice-presidente da autarquia de Les Ulis, na região de Paris, em França. Integra o Conselho das Comunidades Portuguesas e é, ainda, membro da Direção da Coordenação das Coletividades Portuguesas de França, elemento ativo na Associação Cultural Portuguesa Les Ulis / Orsay (ACPUO).
Candidata-se a deputada à Assembleia da República portuguesa pela emigração pelo círculo europeu como cabeça de lista pelo Partido Socialista.
Em entrevista à nossa reportagem, esta candidata afiançou as linhas de trabalho que pretende seguir, caso seja eleita.
O que está a impulsionar a sua candidatura?
Primeiro, o facto de toda a minha vida ter trabalhado para reforçar os laços entre a nossa comunidade emigrante e Portugal. Segundo, o facto da candidatura do Partido Socialista, ao contrário de outras, incluir apenas candidatos que são efetivamente residentes fora de Portugal – neste caso, residentes em França, Suíça, Alemanha e Reino Unido. Também temos mandatários do Luxemburgo, Espanha e Bélgica. Terceiro, o facto de termos duas mulheres como candidatas efetivas, marcando uma posição sobre justiça social e igualdade de género que é também muito relevante no âmbito dos lugares de responsabilidade política. Quarto, porque as nossas propostas tocam todas as dimensões essenciais das ambições e dificuldades dos emigrantes.
Que políticas são necessárias para a comunidade portuguesa emigrada? Que linhas pretende seguir em relação às comunidades portuguesas caso seja eleita? E quais são os seus objetivos centrais?
As propostas que iremos implementar, caso eu seja eleita e o Partido Socialista seja Governo, terão em conta que tratamos de cidadãos de pleno direito, que devem ser valorizados pelo papel que desempenham como agentes de língua, ciência, cultura e economia portuguesas no mundo. Isso implica, por exemplo: O reforço substancial da eficácia da rede consular, seja nos agendamentos e atendimentos, seja na disponibilização digital de atos diversos, seja na proteção social; o reconhecimento dos anseios de quem deseja regressar o território nacional; e a valorização do diálogo com representantes das comunidades, desde logo os eleitos localmente para cargos políticos, que investigam, que são agentes culturais, empresários, etc. Podem acompanhar as nossas propostas nas páginas das redes sociais PS Comunidades Portuguesas.
Por fim, que mensagem deixa para os eleitores?
O apelo que deixo é muito importante: a nossa candidatura é feita de emigrantes residentes no estrangeiro e não de pessoas que vivem em Portugal. Somos efetivamente a nossa voz, sabemos o que é viver fora de Portugal e o que deve ser feito para facilitar as nossas vidas e termos uma condição mais reconhecida pelas autoridades nacionais, através de várias políticas.
A entrevista completa pode ser lida em: www.gazetalusofona.com