Paulo Nuno de Carneiro Vieira de Castro tem 62 anos de idade, é natural do Porto, conta com experiência na área política, cultural e social. É Mestre em Marketing (pré-Bolonha), autor de livros dedicados à autonomia crítica de pessoas e organizações. O seu nome é referido em livros da história recente da cidade onde nasceu e vive na atualidade, é palestrante Ted X e, atualmente, está envolvido na direção europeia de uma startup norte-americana.
É candidato cabeça de lista à Assembleia da República pela emigração pelo círculo europeu pelo partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN).
Em entrevista à nossa reportagem, este candidato argumentou sobre os seus projetos, caso seja eleito.
O que está a impulsionar a sua candidatura?
Acabar com o facto de os emigrantes terem um estatuto de cidadãos de segunda classe. Assim, neste âmbito, exige-se maior representatividade para os emigrantes. Mudar esta situação torna-se mandatário para se conseguir o restante: Maior apoio às Associações Portuguesas na Europa, maior apoio à Rede Consular, mais e melhores apoios ao Ensino da Língua Portuguesa, uma nova representatividade e maior democracia para um Círculo Eleitoral Único, usando de maior abrangência nas metodologias de voto.
Que políticas são necessárias para a comunidade portuguesa emigrada?
Para além da referida releitura da lei orgânica, torna-se cada vez mais evidente a necessidade de melhorar o funcionamento do Conselho das Comunidades Portuguesas, lembrando aqui que o próprio presidente da República promulgou, em agosto de 2023, o diploma do Conselho das Comunidades considerando que ele representa “oportunidade largamente desperdiçada”. Salientando-se, nós, igualmente, a vantagem de se reabilitarem programas como o Regressar. Isto de modo a que os nossos possam ver de forma clara. A vontade que todos temos em os fazer voltar para o nosso país, valorizando um Portugal que é de todos.
Por fim, que mensagem deixa para os eleitores?
O PAN propõe um Círculo Eleitoral Único para a emigração, usando de maior abrangência nas metodologias de voto. É neste exercício que se funda a democracia. As várias possibilidades para o voto dos emigrantes, a considerar pela nossa parte, são o voto de forma electrónica (presencial ou à distância), o voto presencial, obrigando isto a um crescimento do número dos locais onde tal pode ser viabilizado. Ainda o voto por via postal e, finalmente, por procuração (esta última nunca foi equacionada em Portugal). Note-se que o uso do voto electrónico não será desproporcionado num país, como Portugal, onde qualquer um pode assinar electronicamente atos judiciais, ou mesmo a venda de propriedade através da chave electrónica digital online. Sem acesso ao voto não há justiça social nem democracia.
A entrevista completa pode ser lida em: www.gazetalusofona.com