O embaixador de Israel em Portugal, Oren Rozenblat, contestou publicamente a intenção do Governo português de reconhecer o Estado da Palestina, medida que poderá ser formalizada em setembro. Em declarações à estação Now, o diplomata afirmou que “não é o momento certo” para avançar com esse passo, considerando que tal decisão seria “um prémio para o Hamas” e enviaria a mensagem de que “o Hamas ganhou”.
A crítica de Rozenblat acompanha a posição do presidente norte-americano, Donald Trump, que, questionado sobre a decisão de França e do Reino Unido em reconhecer a Palestina, admitiu que tal gesto “pode ser visto como uma recompensa ao Hamas”.
Trump, embora tenha evitado confrontos diretos com Emmanuel Macron e Keir Starmer, mostrou-se contrário à medida.
No caso do Canadá, a reação de Washington foi mais dura: após o primeiro-ministro Mark Carney anunciar uma iniciativa semelhante, Trump afirmou que esse gesto complicaria qualquer entendimento comercial entre os dois países e, horas depois, impôs tarifas alfandegárias de 35% sobre produtos canadianos.
Com Portugal a preparar-se para seguir a mesma via, o debate em torno do reconhecimento do Estado palestiniano promete intensificar tensões diplomáticas e reabrir a discussão sobre o impacto desta decisão na instabilidade do Médio Oriente.