Os depósitos a prazo mantêm-se como o principal destino das poupanças das famílias em Portugal, mas continuam a render menos do que a inflação, reduzindo o poder de compra há mais de uma década.
Atualmente, os portugueses têm mais de 112 mil milhões de euros aplicados nestes produtos, mas as taxas de juro médias (cerca de 1,3%) ficam abaixo da inflação prevista para 2026 (2,8%). Na prática, isso significa que, apesar do dinheiro crescer no banco, o seu valor real diminui.
Especialistas alertam que esta “perda silenciosa” resulta também de baixos níveis de literacia financeira e do foco excessivo em produtos conservadores. Embora úteis para poupanças de curto prazo, os depósitos podem não ser adequados para objetivos de longo prazo.
Como alternativas, surgem opções como certificados de aforro, ações ou outros investimentos, que podem oferecer maior rentabilidade — embora com níveis de risco mais elevados.