Portugal e Cabo Verde rejeitam revisão de acordo cambial

O Governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, e o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, partilharam publicamente que não consideram necessário rever o acordo cambial entre os dois países, estabelecido em 1998.

Os representantes de Portugal e de Cabo Verde salientaram, durante declarações à imprensa, a importância do referido acordo para a estabilidade e confiança na economia cabo-verdiana.

“Esse acordo depois estendeu-se à própria relação com a União Europeia. A relação entre os bancos centrais é muito abrangente no setor económico e financeiro. Agora, na última cimeira, reforçámos com um conjunto de novos acordos”, esclareceu o primeiro-ministro do arquipélago africano.

Mário Centeno e Ulisses Correia e Silva falaram com os jornalistas antes do lançamento do livro “Literacia Financeira em Crioulo Cabo-verdiano”, realizado numa cerimónia que teve lugar no Banco de Cabo Verde.

“Nós temos uma relação de cooperação com o Banco de Cabo Verde única, a mais intensa com qualquer outra instituição, bancos centrais do mundo”, disse o Governador do Banco de Portugal, tendo manifestado desta forma satisfação com o estado da cooperação financeira entre os dois países.

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